Faustosa pornógrafa



Faustosa pornógrafa



Ensaiei obscenidades
e ocultos fetiches.
Como numa meretriz enferma
pintei teus lábios de sangue
na ânsia de abafar de mim
tua ridícula anemia.

Ensaiei obsessões
e cenas de canibalismo.
Como numa zona do cais
lavei-te os perfumes naturais
e ao afã de injuriar-te
salpiquei cheiros estranhos no teu chão.

Depois, num ato insano, rameira perfumada,
permiti que homens estúpidos a deflorassem
sob meus olhos concupiscentes...

Foi assim, Orbe Terra, foi assim,
que ao roubar tua juventude explorei teus encantos
e joguei-te indigente aos meus pés... quase morta...



Poema publicado no Grupo Biopoesia. Participa!
Sílvia Mota a Poeta e Escritora do Amor e da Paz.
Cabo Frio, 23 de agosto de 2009 – 23h13.
Fundo musical: An Adagio by Frank Pourcel.



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